Gerencie Fluxo de Caixa e Alternativas de Capital de Giro Menos Onerosas do Que o Empréstimo

Capital de Giro e Alternativas menos Onerosas do que Empréstimos em Tempo de Pandemia; E mais: Fluxo de Caixa e Ciclos Operacionais;

 

Por: Severino Mamede – Direto ao Assunto:

 

1 – Capital de Giro

 

Necessidade de Capital de Giro (NCG) é não só um conceito fundamental para análise da empresa do ponto de vista financeiro, ou seja, análise de caixa, mas também de estratégia de financiamento, crescimento e lucratividade.

 

Antes de determinarmos o capital de giro temos que conceituar:

 

  • Ativo Circulante Operacional (ACO) – é o investimento que decorre automaticamente das atividades de compra/produção/estocagem/venda;
  • Passivo Circulante Operacional (PCO) – é o financiamento, também automático, que decorre dessas atividades.

 

A diferença entre ACO e PCO é quanto a empresa necessita de capital para financiar o giro, ou seja, a NCG:

 

                                    NCG = ACO – PCO

 

As necessidades de capital de giro numa empresa são devidas, principalmente, à ocorrência dos seguintes fatores:

 

– Redução de vendas, face a Pandemia e como conseguinte:

 

– Isolamento, Distanciamento Sociais, Lockdown etc.

 

– Descasamento entre os prazos de pagamento e recebimento

 

– Crescimento da inadimplência

 

– Aumento das despesas financeiras

 

– Aumento de custos

 

– Alguma combinação dos quatro fatores anteriores

 

Na situação mais frequente, os problemas de capital de giro surgem como conseqüência de uma redução de vendas. Neste caso, o administrador financeiro se defronta com as seguintes questões:

 

  1. Como manter o capital de giro sob controle diante de um quadro de redução das vendas?
  2. O que pode ser feito para evitar uma crise maior de capital de giro?

 

Para suprir a necessidade de capital de Giro, geralmente os Empresário se socorrem de empréstimos bancários ou entre empresas, buscando sempre o valor de juros mais adequados, bem como os prazos e pagamentos que sejam interessantes a cada situação vivenciada pelo Negócio.  Contudo, o que muitos não fazem, mas que é altamente recomendado é estudar a viabilidade de alternativas mais baratas e bem menos gravosas, o que discorreremos nos tópicos seguintes, que representam algumas alternativas de solução para as questões de dificuldade financeiras por parte do Empresariado.

 

  1. Formação de reserva financeira

 

Como acontece no trato de muitos outros problemas, a ação preventiva tem um papel importante para a solução dos problemas de capital de giro.

 

A principal ação consiste na formação de reserva financeira para enfrentar as mudanças inesperadas no quadro financeiro da empresa.

 

A determinação do volume dessa reserva financeira levará em conta o grau de proteção que se deseja para o capital de giro. Também uma análise do tipo “o que aconteceria ao capital de giro se….” poderia ser bastante útil para se formular a estimativa do volume da reserva financeira.

 

À primeira vista, poderia soar antieconômico a formação de uma reserva financeira, já que esta decisão tiraria recursos financeiros que de outra forma deveriam ser aplicados no investimento em ativos fixos de modo a permitir a expansão da empresa.

 

Dada a alta volatilidade da economia brasileira, a formação de reserva financeira para o capital de giro deveria ser a prioridade econômica fundamental da empresa. Além disso, os recursos destinados e essa reserva seriam aplicados no mercado financeiro, onde as taxas de juros têm sido maiores do que a taxa de rentabilidade do capital fixo.

 

 

  1. Encurtamento do ciclo operacional

 

Quando a empresa encurta seu ciclo operacional – este pode ser definido como o tempo necessário à transformação dos insumos adquiridos em produtos ou serviços – suas necessidades de capital de giro se reduzem drasticamente.

 

Numa indústria, a redução do ciclo operacional significa um menor tempo para produzir e vender. No comércio, esta redução significa um giro mais rápido dos estoques. Na atividade de serviços, a redução do ciclo operacional significa basicamente trabalhar com um cronograma mais curto para a execução dos serviços,

 

A redução do ciclo operacional não é uma função tipicamente financeira. Ela requer o apoio de funções como produção, operação e logística.

 

 

  1. Controle da inadimplência

 

A inadimplência dos clientes de uma empresa pode decorrer do quadro econômico geral do país ou de fatores no âmbito da própria empresa.

 

No primeiro caso, a contração geral da atividade econômica e a conseqüente diminuição da renda das pessoas, tende a aumentar a inadimplência. Nesta situação, a empresa tem pouco controle sobre o problema.

 

Quando a inadimplência é decorrente de práticas de crédito inadequadas, estabelecidas pela própria empresa, existe uma solução viável para o problema. Neste caso, é preciso dar mais atenção à qualidade das vendas (tanto as vendas a crédito como as vendas faturadas) do que ao volume dessas vendas. No caso das vendas a crédito, também será recomendável uma redução do prazo de pagamento concedido aos clientes.

 

 

  1. Não se endividar a qualquer custo

 

Na tentativa de suprir a insuficiência de capital de giro, muitas empresas utilizam empréstimos de custo elevado. Como regra, qualquer dinheiro captado a um custo maior do que 1,17% ao mês (ou 15% ao ano) em termos reais, é incompatível com a rentabilidade normal da empresa que é de 15 % ao ano, também em termos reais. Assim, uma linha de crédito de curto prazo que hoje não custa menos do 2% ao mês em termos reais, é claramente antieconômica.

 

O financiamento de capital de giro a uma taxa real maior do que 1,17% ao mês, pode resolver o problema imediato de caixa da empresa, mas cria um novo problema – seu pagamento.

 

O administrador tem consciência da inviabilidade do custo financeiro dos financiamentos de capital de giro. Ele tenta ganhar tempo, esperando que uma melhora posterior nas condições de mercado da empresa permitam pagar o capital de terceiros. Todavia, quando a recuperação das vendas acontece, a empresa já acumulou um estoque de dívidas cujo pagamento será impraticável.

 

 

  1. Alongar o perfil do endividamento

 

Quando a empresa consegue negociar um prazo maior para o pagamento de suas dívidas, ela adia as saídas de caixa correspondentes e, portanto, melhora seu capital de giro. Embora essa melhora seja provisória, ajudará bastante até que a empresa se ajuste financeiramente.

 

Também neste caso, é importante uma atenção especial para o custo do alongamento de prazo. Ele precisa ser suportado pela rentabilidade da empresa.

 

 

  1. Reduzir custos

 

A implantação de um programa de redução de custos tem um efeito positivo sobre o capital de giro da empresa desde que não traga restrições às suas vendas ou à execução de suas operações.

 

Uma vez que a empresa com problema de capital de giro também estará com sua capacidade de investimento comprometida, a redução de custos em atividades como modernização, automação ou informatização não será possível.

 

Diante de uma crise de capital de giro, o programa de redução de custos tem natureza compulsória e seu grande desafio é identificar aqueles itens de gastos que possam ser cortados sem grandes prejuízos para as atividades da empresa. Dificilmente serão encontrados gastos supérfluos ou desperdícios, pois a crise de capital de giro naturalmente já os deve ter eliminados.

 

Dessa forma, atualmente, a redução com estruturas de Escritório e a opção por home office e aluguel de Escritórios Virtuais, a exemplo dos serviços fornecidos pelos Escritórios Virtuais Brasil – www.virtualbrasilrj.com.br, surge como mais do que oportuna, tendo em vista que o valor gasto desde investimento inicial, manutenção e aluguel comercial e a operacionalização de Escritórios represa um valor significativo para a empresa e que esta opção não traz prejuízos os Negócios, ao contrário, vai agregar maios valor do que a utilização das Estruturas tradicionais de Aluguel, que além de onerosas, não oferece Networking e parcerias e clientes como facilmente se constata nos Nova Modalidade de Escritórios supra mencionados, enfim, bem mais vantajoso do Escritórios Virtuais se comparados com os Alugueres Tradicionais, aliás, alternativa que podem ser adotadas pelas pequenas, médias e grandes Empresas.


  1. Substituição de passivos

 

A política de substituição de passivos consiste em trocar uma dívida por outra de menor custo financeiro. Por exemplo, uma empresa de grande porte poderia adotar esta solução, através do lançamento de títulos no exterior ou mesmo fazendo um lançamento de ações. Entretanto, as empresas de pequeno e médio porte não têm essa opção. Um programa tradicional de substituição de passivos para essas empresas quase sempre significaria trocar seis por meia dúzia.

 

Numa situação extrema, as pequenas e médias empresas poderiam trocar passivo exigível por passivo não exigível (capital), através da admissão de novos sócios ou de Aluguem de Escritórios Virtuais. Sem dúvida, estas seriam soluções adequadas a serem adotadas.

 

  1. Fluxo de Caixa

 

O fluxo de caixa é uma ferramenta que auxilia na tomada de decisões, pois reflete e prevê o que ocorrerá com as finanças da empresa em um determinado período.

 

Instrumento muito usado nas empresas, devido ao seu fácil entendimento e também por conter informações exatas da situação financeira da empresa, o fluxo de caixa permite ao administrador financeiro detectar variações que possam ocorrer na capacidade de posto.

 

Informações precisas e exatas contribuirão para o sucesso do funcionamento do fluxo de caixa, e em sua implantação deve-se considerar, principalmente:

 

  1. A capacidade de geração de caixa da empresa;
  2. Qual o período que se pretende abranger.

 

De posse das informações geradas pelo do fluxo de caixa, pode-se planejar e controlar as finanças da empresa, desde a compra de matéria prima até a projeção das vendas fazendo com que haja uma sincronização de caixa, buscando o equilíbrio entre os prazos de compra e venda.

 

Capital circulante líquido representa o total de recursos de curto prazo disponíveis para financiamento das atividades da empresa. É medido pela diferença entre o ativo e o passivo circulantes.

 

 

3 – Prazo médio de recebimento de vendas:

 

O QUE GERA ENTRADA DE CAIXA NUMA EMPRESA?

 

PMRV = 360.   DR   .

V

 

Expressa o tempo decorrido entre a venda e o recebimento.

 

Obs. O aumento do Contas a Receber é uma decisão de investimento da empresa e ocorre pelo aumento do PMRV.

 

 

4 – Prazo médio de pagamento de compras (Fornecedores):

 

O QUE GERA SAÍDA DE CAIXA NUMA EMPRESA?

 

PMPC = 360.     F   .

C

 

Expressa o tempo decorrido entre a compra e o pagamento

 

 

5 – Prazo médio de renovação de estoques:

 

 

PMRE = 360.     E   .

CMV

 

Expressa o tempo médio de estocagem (produção e estocagem na indústria)

 

 


6 – Ciclo operacional

 

A soma dos prazos médio de recebimento e de renovação de estoques (PMRV+PMRE) representa o Ciclo Operacional da empresa, ou seja, o tempo decorrido entre a compra e o recebimento da venda da mercadoria.

 

 

 

Ciclo operacional

 

PMRE                                      PMRV

Compras                                     venda                                            recebimento

 

 

Se PMPC>PMRE, fornecedores financiarão uma parte das vendas da empresa. No tempo entre o pagamento ao fornecedor e o recebimento de clientes, a empresa precisará pegar financiamento.

 

 

  1. a) Fornecedores financiam os estoques e parte das vendas:

 

 

Ciclo operacional

 

 

Compras —————- Venda —————— Pagamento ——————–Recebimento

 

PMRE

 

PMRV

 

PMPC                                                Ciclo de Caixa

 

 

 

 

  1. b) Fornecedores financiam apenas parte dos estoques:

 

 

 

Ciclo operacional

 

 

Compras ————— Pagamento —————— Vendas ——————–Recebimento

 

PMRE

 

PMRV

 

PMPC                                            Ciclo de Caixa

 

Abrir chat
Precisa de ajuda?