Aprenda com os Erros dos Outros, Porque a Dor é Menor

HISTÓRIA DE UM PRODUTO (QUE NÃO DEU CERTO).  MELHOR APRENDER COM OS ERROS DOS OUTROS PORQUE A DOR É MENOR

 

Uma pessoa (caso real), em viagem de passeio à Terra Natal, em Minas Gerais, ao experimentar alguns “bolinhos” numa padaria, pressentindo o saboroso gosto, resolveu comprar uma grande quantidade para revender no Rio de Janeiro.

 

Alugou um galpão e armazenou os “bolinhos”, já comprados e transportados para o Rio.  Começou a oferecer o produto para supermercados, Cobal (onde tinha um amigo que era gerente geral) e outros estabelecimentos varejistas.  Porém, não conseguiu vender o produto no atacado, visto não ter havido interesse do Mercado no respectivo produto.

 

Após um certo tempo, percebendo que não havia saída para o produto, optou pela venda no varejo, fazendo o seguinte.

 

Na véspera de Natal, contratou várias moças, vestiu-as à caráter (uso de pouca roupa) e colocou-as na Cobal (conseguiu o local com o amigo que era gerente deste estabelecimento), distribuiu em pequenos sacos plástico os tais “bolinhos” e colocou as moças para ofertar o produto.  As alternativa não tiveram sucesso e o produto encalhou.

 

Resumo e explicação dos por quês o produto não teve saída.

 

 

Os relatos ilustram bem as tentativas frustradas para a revenda dos “bolinhos”, bem como demosntram uma série de “falhas” e “pontos fracos”, os quais culminaram no fracasso da revenda, por conseguinte, ocorreu o encalhamento do produto, consoante pode ser constatado pela inesperiência do revendedor abaixo comentada.

 

O revendedor deixou de seguir regras mínimas para empreender com sucesso, quais sejam: não previu se havia saída para aquele produto, não planejou adequadamente a revenda, não organizou os recursos humanos e materiais disponíveis, não soube coordenar os meis empregados, menos ainda, controlou os esforços nem os recurso empreendidos.

 

Especificando, antes de comprar os bolinhos, deveria ter previsto se haveria potencial e pelo menos algum comprador certo; deveria ter racionalizado os recursos, por exemplo, em vez de alugar um galpão, poderia ter efetuada a venda diretamente; poderia ter empregados os recursos disponíveis para um resultado mais satisfatório, através da união e harmonização de recursos; deveria ter acompanhado todo o processo e desenvolvimento da venda; enfim, acompanhado o passo a passo, uma vez identificado falha, deveria corrigi-la imediatamente, o que não o fez.

 

Jamais poderia ter sido realizada a divulgação dos bolinhos às vésperas de Natal, pois neste período os consumidores procuram produtos típicos de época, tais como brindes, presentes etc. (não era o caso do produto oferecido).

 

Também, não efetuou qualquer pesquisa de mercado, no sentido de descobrir o público-alvo, a necessidade deste e o real poder de compra, bem como a possibilidade de renovação das necessidade e objetivos e desejos das demandas junto ao público-consumidor.

 

Dessa forma, apesar deste breve artigo não ter a pretensão de abordar todos os requisitos ou formular receita de sucesso, tem sim, o condão de alertar empreendedores sobre cuidados fundamentais básicos como os salientados acima, dentre outras cautelas, como a elaboração de um “plano de Negócio”, visão de mercado etc. devem ser tomados tanto preventivamente, quanto no curso do empreendimento, visando a minimizar os riscos do negócio e, principalmente, a escolha de um produto (negócio) em que favoreça os consumidores, observando Tendências, maior qualidade, desempenho e características inovadoras.

 

Severino Mamede

Advogado e Consultor

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